O Prime Fraction Club projeta manter até o fim deste ano a taxa de crescimento de vendas que tem sido da ordem de 25% nos sete primeiros meses de 2018 ante igual período de 2017, apoiada na entrada de um novo sócio na companhia. "Queremos aumentar a participação de cotas de barcos e carros de luxo", afirmou o presidente e acionista da empresa, Marcus Matta.

Em julho, a Spinelli Holding comprou 20% do Prime Fraction Club. Uma parte do investimento serviu para comprar a fatia que pertencia ao Patrimonial Blue Fundo de Investimento em Participações (FIP), gerido pela Planner Corretora, que estava no Prime desde 2011. "Outra parte do aporte foi aumento de capital da companhia para fazermos novos investimentos", disse Matta.

Segundo ele, parte dos recursos ajudou a alavancar a aquisição de ativos, como um barco Cimitarra 540, fabricado pelo estaleiro de mesmo nome, com 17,8 metros. "Vamos diversificar nossa oferta de ativos que podem ser compartilhados", disse Matta. O Prime Fraction Club chegou a quatro barcos, compartilhados entre quatro cotistas cada. " Vemos potencial para termos de 15 a 20 embarcações na próxima meia década", disse Matta. A empresa também quer ampliar a oferta de carros de luxo, com a comercialização de mais frações de modelos que custam mais de R$ 1 milhão. No Prime, cada cota, de R$ 575 mil, dá direito ao uso de dois carros.

 A empresa tem hoje quatro veículos, dos modelos Porsche Cayman, BMW Z4 SDrive 23i, Jaguar F-Type S e Maserati GranTurismo S. A cada duas semanas, o cotista tem um desses veículos na garagem. Segundo Matta, há demanda para esse tipo de propriedade compartilhada entre consumidores de alta renda que têm interesse nos ativos mas não querem as tarefas de gestão de seguros, manutenção e documentação.

Já no segmento de aviação, no qual o Prime administra 14 aeronaves - entre aviões Embraer Phenom e Legacy, e helicópteros Esquilo e Agusta - o plano é aproveitar a retomada da aviação executiva depois de três anos de estagnação no setor. "Embora câmbio e eleições ainda afetem a demanda, percebemos que hoje está mais rápido negociar novas cotas que antes", disse. O Prime Fraction Club, que tem bases operacionais nos aeroportos de Congonhas (SP) e Jacarepaguá (RJ), aguarda aprovação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ao pedido da empresa para ser operadora de taxi aéreo. O plano é aproveitar o tempo ocioso das aeronaves para gerar receita extra aos cotistas e reduzir custos de manutenção, disse Matta.