{"title":"MODA DE COMPARTILHAR CHEGOU AO MERCADO DE LUXO","type":"post","content":"

RICO TAMBÉM RACHA.<\/p>\r\n

Para convencer quem tem dinheiro de que é possível dividir sem parecer desesperado ou sem passar vergonha perante os pares, as empresas especializadas nesse segmento criaram modelos diferentes dos que existiam no passado. Em vez de entrar num grupo que reúne dezenas de desconhecidos que se organizam para compartilhar o uso de quartos de hotel ou de helicópteros, hoje essa turma faz parte de pequenos grupos que escolhem o que e como vão dividir.<\/p>\r\n

A Prime Fraction Club, que tem a corretora Planner entre os sócios, dispõe de um modelo um pouco diferente: primeiro compra o que quer e depois encontra os interessados em compartilhar (como os tempos não estão fáceis para ninguém, a companhia oferece financiamento em 120 meses. Assim as parcelas cabem nos gordos bolsos de sua clientela).<\/p>\r\n

O cálculo que as empresas de compartilhamento fazem para os clientes é o seguinte: em vez de gastar 15 milhões de reais na compra de um avião para alguns poucos passageiros, por que não ter ainda um barco, uma casa no campo e um helicóptero gastando a mesma coisa? “O proprietário de uma lancha ou mesmo de um imóvel no exterior paga por esses bens 365 dias no ano, mas usa, no máximo, 30 dias”, diz Marcus Matta, fundador da Prime Fraction. O desafio é fazer com que o cliente pense que o bem é só dele.<\/p>\r\n

Se você achou barato, é o tipo de cliente que as empresas de compartilhamento querem ter. Se achou caro, há sempre um vinho no supermercado para chamar de seu - e só seu.<\/p>","publish_date":"21\/12\/2016","cover":"moda-de-compartilhar-chegou-ao-m.jpg","video":""}